Segundo a acusação, o arguido terá aproveitado a relação de confiança estabelecida com uma jovem, que começou a acompanhar aos 15 anos, para desenvolver comportamentos de natureza sexual. A vítima era seguida desde o final de 2021 devido a problemas de depressão e ansiedade, associados a experiências traumáticas anteriores.
De acordo com o Ministério Público, o psicólogo utilizou o contexto das consultas e a proximidade criada em ambiente escolar para iniciar conversas de teor íntimo. Após a troca de contactos telefónicos, a comunicação evoluiu para mensagens com conteúdos sexuais.
A acusação indica ainda que o arguido terá mantido relações sexuais com a jovem em vários locais, incluindo o consultório, a viatura e as residências de ambos. Os comportamentos prolongaram-se mesmo depois de a vítima atingir os 18 anos, até à detenção do suspeito pela Polícia Judiciária, em outubro de 2025. A denúncia foi apresentada em agosto desse ano, quando a vítima recorreu às autoridades.
O acusado continua detido e aguarda o início do julgamento.



