Casa ocupada nas Fontainhas foi devolvida aos proprietários

A habitação situada nas Fontainhas, em Alenquer, cuja ocupação foi denunciada recentemente pela família proprietária, já voltou à posse dos donos. No entanto, o caso está longe de encerrado. A família garante que a casa foi abandonada pelos ocupantes, mas denuncia agora o desaparecimento de diversos bens e danos significativos no interior da habitação.

Em declarações à Voz de Alenquer, Nadine Lopes, filha da proprietária da casa, explica que os ocupantes deixaram o imóvel voluntariamente após a apresentação de uma queixa-crime e da intervenção da GNR.

“Eles saíram de lá voluntariamente. Houve pressão por parte da GNR, porque quando fizemos a queixa-crime, a GNR foi lá e tirou fotografias a tudo, inclusive ao contrato de arrendamento que não era válido. Depois a GNR mostrou-nos as fotografias de como estava a casa”, relata.

Durante todo o processo, Nadine foi partilhando a história nas redes sociais, e acredita que essa decisão foi essencial para a que os invasores deixassem a habitação. “Fiz um vídeo para as redes sociais com os papéis da queixa-crime apresentada na GNR”, afirma.

Segundo a filha da proprietária, os ocupantes contactaram-na através das redes sociais, apresentando-se como arrendatários da habitação e manifestando intenção de falar consigo por telefone. Mais tarde, enviaram uma mensagem a informar que tinham abandonado a casa, que a chave tinha sido deixada na caixa do correio e apresentando um pedido de desculpas.

No dia seguinte, acompanhada por elementos da GNR, Nadine deslocou-se à habitação para verificar o estado do imóvel. “Mudei logo as fechaduras. Andei a ver os sacos que não eram sacos de lixo, eram sacos cheios de roupa. Não tinha uma colher, não tinha um garfo, não tinha um prato, não tinha nada. Eles tinham levado tudo”, conta.

A situação encontrada no interior da casa deixou a família em choque. “As coisas estavam todas partidas cá fora. Eles arrancaram os candeeiros. Partiram os móveis todos, as portas dos móveis e tudo da sala e da casa de jantar. Levaram a mesa da casa de jantar, frigorífico, televisão, os eletrodomésticos que puderam. E deixaram a casa toda vazia”, denuncia.

Apesar de a habitação já ter sido recuperada, a família garante que o processo não ficará por aqui “Vamos avançar com a queixa na mesma. Eles deixaram a casa, mas levaram muita coisa. Não têm nada que invadir a habitação e falsificar a assinatura da minha mãe”, afirma Nadine Lopes.

Ao longo das últimas semanas, o caso gerou forte repercussão nas redes sociais, tendo motivado inúmeras manifestações de apoio à família. Nadine destaca o papel desempenhado pela divulgação pública da situação. “Quem me deu o maior apoio foi o CHEGA de Alenquer e as pessoas que partilharam a história nas redes sociais”, refere. Segundo a filha da proprietária, várias pessoas deslocaram-se ao local depois de terem conhecimento do caso através dos vídeos publicados online.

A situação teve também impacto no estado emocional da proprietária da habitação, uma idosa que, segundo a filha, continua profundamente afetada pelos acontecimentos. “A minha mãe tem de ir ao tribunal e não sei se ela tem capacidade de ir. A minha mãe está desgastada, só chora”, lamenta.

O caso continua agora a seguir os trâmites legais, mantendo-se a queixa-crime apresentada pela família, que pretende ver apuradas eventuais responsabilidades relacionadas com a ocupação ilegal da habitação, a falsificação de documentos e o desaparecimento de bens do interior da casa.

Scroll to Top