Moradores da Gavinheira continuam sem serviço da MEO desde março

Cerca de 20 moradores da Rua da Serra, na Gavinheira, concelho de Alenquer, estão há quase dois meses sem televisão, internet e telefone, sem explicações nem solução por parte da operadora.

Apesar das sucessivas tentativas de contacto com a operadora: por telefone, email, carta registada e até presencialmente, os moradores dizem não ter recebido uma explicação clara nem uma solução definitiva. Também a Junta de Freguesia de Carnota e a Câmara Municipal de Alenquer já reportaram a situação, mas sem resultados visíveis até ao momento.

Em declarações à Voz de Alenquer, a moradora Maria Rita Pinto explica que o problema se arrasta desde o dia 3 de março e denuncia a constante falta de cumprimento dos prazos indicados pela operadora. “Cada vez que ligamos, dão-nos uma data para resolução, mas chega o dia e não aparece ninguém. E assim sucessivamente”, relata. A residente acrescenta ainda que, apesar da ausência de serviço, os pagamentos continuam a ser exigidos. “Continuamos a pagar como se tivéssemos tudo a funcionar. No meu caso, nem sequer houve desconto”, refere, dando como exemplo uma fatura praticamente sem redução, apesar de vários dias sem serviço no mês anterior.

Segundo a mesma fonte, a situação afeta mais moradores na zona e não existem alternativas viáveis, uma vez que outras operadoras não têm cobertura na localidade. Algumas pessoas optaram por soluções via satélite, mas com limitações significativas. “Aqui só temos MEO. Outras operadoras não chegam”, sublinha.

Sobre as possíveis causas da falha, os moradores dizem receber versões contraditórias por parte da operadora. Entre as explicações avançadas estão o alegado roubo de cabos de cobre ou intervenções na rede, mas sem qualquer confirmação oficial. “Cada pessoa diz uma coisa diferente. Já não sabemos no que acreditar”, lamenta.

Também o presidente da Junta de Freguesia de Carnota, Luís Fernandes, confirma à Voz de Alenquer que a origem do problema continua por esclarecer. “Não sabemos exatamente o que se passa. Já reportámos a situação e tentámos várias vias, mas sem sucesso”, afirma. O autarca considera incompreensível que, numa altura em que as comunicações são essenciais, a população permaneça tanto tempo sem serviço. “Hoje em dia, a internet e as comunicações são um bem essencial. Não faz sentido estarem mais de um mês nesta situação”, reforça.

Luís Fernandes admite ainda que a falta de alternativas na zona agrava o problema e aponta para um possível desinvestimento nas infraestruturas mais antigas. “Sendo um serviço ADSL, pode haver menos interesse da operadora em manter estas linhas, sobretudo numa fase em que se aposta na fibra”, explica. Ainda assim, defende que os direitos dos consumidores devem ser respeitados: “É um serviço que está a ser pago. As pessoas têm de exigir aquilo a que têm direito”.

Até ao momento, a MEO não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre o caso.

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