Oposição volta a chumbar alteração ao Mapa de Pessoal

Na reunião do executivo da Câmara Municipal de Alenquer desta segunda-feira, 20 de abril, o executivo voltou a votar a 1.ª Alteração ao Mapa de Pessoal de 2026. A oposição chumbou a proposta em bloco.

João Nicolau apresentou o documento que prevê 49 vagas de trabalho, garantindo que as vagas estão pormenorizadas e detalhadas. Recordou que pode não existir a necessidade de preencher o número total de vagas. O presidente recordou que existem 18 funcionários municipais em mobilidade, que fazem parte dos quadros municipais mas que não desempenham funções na autarquia alenquerense. 

Ana Neves, vereadora do PSD, que substituiu nesta sessão Francisco Guerra, leu a declaração de voto dos sociais democratas. A vereadora sublinhou que “mais importante que o número é a organização” garantindo que a criação destes postos de trabalho têm um impacto superior a um milhão de euros anuais no orçamento municipal. Ana Neves avançou ainda que em média uma autarquia da região e do país gasta 30% do orçamento em funcionários e que no caso de Alenquer o valor é de 40%. A social democrata referiu ainda uma quantidade de obras municipais que não avançam. 

João Nicolau diz que o acréscimo no orçamento não é de um milhão, mas sim de meio milhão de euros e lamento não ter recebido propostas do PSD para a alteração ao documento, uma vez que tiveram acesso ao mesmo anteriormente. 

Carlos Sequeira, velador do CHEGA, questionou a queda de cerca de 20% das necessidades no espaço de um mês. João Nicolai diz que as necessidades não desapareceram mas que se a proposta teve de ser revista, existindo a necessidade de retirar algumas prioridades.

Já o vereador independente Tiago Pedro mencionou o mesmo valo de despesa da vereadora Ana Neves e diz que isso terá impacto na autarquia, mesmo para executivos futuros com impacto orçamental. O vereador reconhece que não é fácil contratar pessoal e que e que os 18 funcionários em mobilidade não ajudam na situação. Sugere que o problema seja colmatado com avenças mensais. Tiago Pedro reconhece a necessidade de contratação em algumas áreas, como assistentes operacionais, Polícia Municipal ou Proteção Civil, mas não reconhece a necessidade da totalidade da proposta. Assim, sugere que ajustes sejam feitos ao longo dos quatro anos. 

O presidente que a proposta contém as necessidades básicas como reforço em várias áreas, como na limpeza, no CROA, assistentes operacionais, Proteção Civil, Polícia Municipal, mas também nos serviços centrais mostra-se disponível a receber novas propostas. 

Não havendo mais intervenções a proposta é votada. Toda a oposição (PSD, Movimento Independente e CHEGA) votam contra e proposta é chumbada. 

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