A proposta foi apresentada pelo vereador do PSD, Francisco Guerra, no âmbito da discussão sobre o encerramento das urgências de obstetrícia da unidade hospitalar, afirmando ter sido “surpreendido” com o voto de repúdio aprovado na reunião anterior.
Durante a apresentação, o vereador defendeu que é responsabilidade do Estado garantir o acesso à saúde, considerando que o encerramento das urgências resulta de um processo de declínio iniciado com o fim da parceria público-privada do hospital. Acrescentou ainda que, enquanto esteve sob gestão de PPP, a unidade apresentou bons resultados.
A moção recomenda que o Governo reinicie um processo para que o hospital volte a ser gerido nesse regime, condicionando essa decisão à reabertura das urgências de obstetrícia.
O presidente da autarquia, João Nicolau, afirmou que não coloca a questão numa perspetiva ideológica, referindo que o mais importante é que o hospital funcione e sirva a população, independentemente do modelo de gestão.
Também o vereador independente Tiago Pedro considerou tratar-se de um problema da comunidade, referindo que o serviço terá piorado após o regresso à gestão pública e manifestando preocupação com a capacidade de resposta de outras unidades de saúde.
A moção foi aprovada com quatro votos a favor: dois do PSD, um do CHEGA e um do Movimento Alenquer Independente e a abstenção dos vereadores do Partido Socialista.
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