Através da rede social Facebook, o TODOS da freguesia de Olhalvo divulgou um comunicado onde dá conta que, após a tomada de posse daquela freguesia, no dia 30 de outubro, encontrou “uma situação financeira profundamente condicionada, que tem limitado de forma significativa a capacidade de atuação da Junta desde o início do mandato”. No comunicado partilhado por Hélder André, presidente da Junta de Freguesia de Olhalvo, eleito pela coligação TODOS, pode ler-se que
“os montantes existentes encontravam-se praticamente na sua totalidade comprometidos com o pagamento dos vencimentos dos funcionários e com o cumprimento das obrigações legais, não tendo sido deixada qualquer margem financeira para investimento, manutenção de espaços públicos, apoio à população ou execução de novos projetos”. Ainda assim, o autarca reconheceu que “o executivo da Junta de Freguesia de Olhalvo tem vindo a desenvolver um trabalho responsável e rigoroso, centrado na gestão transparente dos recursos existentes, no cumprimentos integral das obrigações legais e na procura ativa de soluções que permitem, gradualmente, reequilibrar a situação financeira da junta”. Esta partilha é justificada com o objetivo de “garantir total transparência perante a população de Olhalvo, assumindo de forma clara as dificuldades existentes e reafirmando o compromisso deste executivo em trabalhar […] para criar as condições necessárias ao desenvolvimentos da freguesia e à melhoria da qualidade de vida da nossa população”.
Em declarações à Voz de Alenquer, Hélder André reforçou que o esclarecimento surgiu para que “os meus fregueses saibam o que se passou na Junta de Freguesia”. O eleito reconheceu que “o executivo anterior não deixou dívidas, mas, para além do dinheiro para as despesas correntes, não tenho dinheiro”, avançou, lamentando ainda que “lhe foi passado o mínimo” do executivo anterior.
Contactado pela Voz de Alenquer, António Nicolau, antigo presidente da Junta de Freguesia de Olhalvo, que passou a pasta a Hélder André, disse que “no termo de transferência dos valores da tesouraria ficaram com uma disponibilidade financeira líquida de perto de 29 mil e 200 euros e sem qualquer dívida, apenas com despesas correntes da atividade normal da freguesia. Não deixamos dívidas nenhumas, estava tudo liquidado”. O antigo autarca socialista assumiu que “o valor é suficiente para o normal funcionamento do cumprimentos das obrigações legais da Junta de Freguesia. Se há alguma coisa extra, desconheço e não vou comentar”.
Ilhas ecológicas em Olhalvo geram polémica
O assunto já foi levantado em duas sessões de reunião de Câmara. Francisco Guerra, vereador eleito pelo TODOS, avançou que na Junta de Freguesia de Olhalvo não existia qualquer registo da colocação das ilhas ecológicas na referida autarquia. João Nicolau, presidente de Câmara, disse que existiu contacto no anterior mandato e que não tem dúvidas disso.
Em declarações à Voz de Alenquer, Hélder André esclareceu que não existe registo desse contacto: “Na reunião de Câmara, o presidente, João Nicolau, disse que existia documentação na freguesia, mas é mentira. Acho que existiu uma chamada telefónica com o antigo presidente, mas isso eu não sei. Acho que devia existir uma passagem de testemunho”. O autarca acrescentou ainda que “não tenho informação do email da junta de freguesia onde é colocada a questão das ilhas ecológicas. Se existiu com o anterior executivo, essa informação não foi passada”.



