Na última reunião de câmara, realizada esta segunda-feira, o executivo aprovou a proposta de Orçamento de 38 milhões de euros para o próximo ano. O documento mereceu os votos a favor do PS, a abstenção do PSD e o voto contra da CDU.
Esta quinta-feira, a CDU emitiu um comunicado a justificar a sua posição em relação ao orçamento. A Comissão Coordenadora da CDU de Alenquer começa por referir que o documento representa “uma diminuição do investimento” face a orçamentos anteriores.
O comunicado adianta que a proposta apresentada “traduz o assumir, por parte do executivo, da sua total incapacidade para executar os investimentos previstos nos orçamentos anteriores”.
A CDU queixa-se da falta de respostas em questões como a superlotação e falta de equipamentos das escolas do Carregado e da ausência da empreitada de construção da Unidade de Saúde Familiar, “ficando claro que não será também em 2022” que vão decorrer as obras, escreve o partido.
A Comissão Coordenadora da CDU de Alenquer sublinha ainda que este orçamento não oferece respostas nem para “o caso do parque de pesados e da circular ao Carregado” nem para os problemas de habitação, requalificação urbana e ordenamento do território.
Quanto à criação de uma polícia municipal em Alenquer, uma das medidas previstas no Orçamento de 2022, a CDU refere que a medida corresponde à “desresponsabilização do Estado Central, nas funções de garantia da segurança pública. A solução para a falta de recursos nas funções de fiscalização municipal, de proteção civil, e outras atividades de apoio às populações devem necessariamente passar pelo reforço dos meios dos departamentos municipais competentes”, acrescenta o comunicado.


