II Encontro da ELI AASMA reúne cerca de 180 participantes

Realizou-se esta quarta-feira, 1 de abril, no Parque Urbano da Romeira, o II Encontro da ELI AASMA, subordinado ao tema “Nós somos a nossa Infância: Desafios da Intervenção Precoce”, reunindo cerca de 180 participantes entre pais, educadores e profissionais de diferentes áreas.

Ao longo do dia, vários especialistas abordaram temas como a perturbação do espetro do autismo, a seletividade alimentar e a importância da capacitação familiar no desenvolvimento das crianças. Segundo a enfermeira Amália Costa, coordenadora da ELI AASMA, o balanço do evento é “muito positivo”, destacando a qualidade dos oradores e a relevância prática dos conteúdos apresentados.

“Os temas foram muito interessantes e focados na identificação de sinais e sintomas, mas sobretudo em estratégias concretas de intervenção”, explicou à Voz de Alenquer. A responsável sublinhou ainda que a parte da tarde incidiu especialmente na capacitação das famílias, considerada “a base principal da intervenção precoce”.

O encontro contou com um público diversificado, refletindo a natureza multidisciplinar desta área. “Temos pais, educadores, professores, enfermeiros, psicólogos, terapeutas da fala, entre outros técnicos. A intervenção precoce é feita em equipa e todos têm um papel fundamental”, referiu.

Amália Costa explica que a intervenção precoce passa por identificar sinais de alerta no desenvolvimento infantil o mais cedo possível e agir de forma ajustada a cada criança. “O foco é capacitar a família, ajudando-a a compreender e a responder às necessidades específicas da criança, através de um plano individualizado”, afirmou.

Apesar dos avanços, a profissional alerta para a falta de recursos. A equipa da ELI AASMA acompanha atualmente 266 crianças, enfrentando dificuldades sobretudo ao nível da psicologia, docência e terapia da fala. “O défice de recursos é uma realidade e é insuficiente para dar resposta às necessidades”, admitiu.

Para os pais, deixa uma mensagem clara: “Aprendam a ler os vossos filhos, tanto na linguagem verbal como na não verbal. E, quando sentirem dificuldades, procurem ajuda. Não há problema nenhum nisso, é um ato de coragem.”

O encontro terminou com um debate orientado e uma reflexão sobre o futuro da intervenção precoce, reforçando a importância da colaboração entre famílias e profissionais para o desenvolvimento saudável das crianças.

Scroll to Top