Os factos terão ocorrido em Alenquer, sobre uma jovem menor de idade, ao longo de mais de dois anos.
Após o primeiro interrogatório judicial, o juiz de Instrução Criminal decidiu que o arguido aguardará julgamento em prisão preventiva, ficando igualmente proibido de contactar a vítima e todos os adolescentes que conheceu em contexto escolar ou que frequentam o Instituto do Cérebro, clínica em Alenquer onde exercia funções.
Segundo a Polícia Judiciária, a vítima, então com 16 anos, procurou apoio psicológico em 2021 na clinica em questão, devido a um quadro de depressão e ansiedade associado a abusos sexuais sofridos na infância.
Durante as consultas, o psicólogo “ter-se-á aproveitado da especial vulnerabilidade da jovem para iniciar, em contexto de consultório, a prática de atos sexuais e a troca de conteúdos digitais de pornografia e de abuso sexual de crianças”, adiantou a PJ.
Os abusos terão ocorrido entre 2022 e o verão de 2024, período em que o suspeito tentou ainda aliciar a jovem para novos atos. Em agosto deste ano, já com 18 anos, a vítima apresentou denúncia à Polícia Judiciária, que retomou a investigação de um processo anterior relacionado com os abusos.
O psicólogo encontra-se agora em prisão preventiva, suspeito de múltiplos crimes de abuso sexual de menor dependente ou particularmente vulnerável e de pornografia de menores, todos agravados.



