O meu… Montejunto
Estive à chegada dos ciclistas, no término da penúltima etapa da Volta a Portugal, no alto do Montejunto. Sim, lá no alto onde ficam as antenas, as diversas antenas de comunicação.
Foi um dia quente, ainda que por lá estivesse uma ligeira brisa que amenizava a quentura que se fazia. Contudo, a azáfama era mais que muita. Como se não bastasse toda a parafernália que o cortejo da Volta implica (qual romaria), o que me surpreendeu foi verificar a quantidade de público presente ao logo do trajeto. Quando para lá me deslocava para fazer a reportagem para a Voz de Alenquer, surpreendi-me pela quantidade de veículos estacionados, ainda muito logo dos locais por onde passariam os ciclistas.
A meio caminho, na zona onde a estada bifurca para as instalações militares e para a fábrica do gelo, estupefacto fiquei pela quantidade de colchas, tapetes, chame-se o que se quiser, reveladores de que muita gentes foi para lá de manhã, fez o seu piquenique, viu os ciclistas e acabou passando lá o dia. Brilhante!
Também, recordemos que a etapa marcava o regresso da Volta a Portugal em bicicleta ao Montejunto, quatro décadas depois de por lá ter passado, tendo pelo caminho um momento de tremendo simbolismo aquando da passagem da comitiva ciclista à porta da casa onde viveu o Rei do ciclismo português, Joaquim Agostinho.
Crónica de Joaquim Andrade





