Perante as recentes notícias e o desfecho da última reunião de Câmara, com a aprovação da revisão do Orçamento Municipal, em virtude da abstenção do vereador independente, Tiago Pedro, Carlos Sequeira sublinhou a falta de informação detalhada no documento a votação, acrescentando que “o espanto foi que, dessa informação [relativa a despesas e alocação de orçamentos], pouco ou nada chegou”. Segundo o vereador, o documento “por escrito, onde é que se ia gastar e como é que se ia gastar e quais seriam os valores para aqui e para ali, inclusive para as festas […] só neste fim-de-semana é que chegou, para aprovarmos hoje [segunda-feira, dia 23]”. Face à necessidade de estabelecer pontes com a oposição, na visão do vereador do CHEGA, cabe ao Partido Socialista, portador de uma maioria que não é absoluta, procurar desenvolver “uma sinergia simpática”, algo que disse “nem sempre é possível”. Questionado se o executivo tem capacidade de cumprir os quatro anos de mandato, Carlos Sequeira garantiu que o mesmo só não acontece “se o presidente não quiser”.
Em relação à questão do Mapa de Pessoal, documento discutido após a aprovação da nova versão do Orçamento Municipal, cuja votação foi remetida para uma próxima reunião de Câmara, Carlos Sequeira afirmou, com vista ao não aumento de despesa neste ponto, ser importante “haver uma forma ou outra de racionalizar, [de fazer] uma racionalização das pessoas que estão a trabalhar”, incluindo através de os funcionários “poderem fazer outro tipo de serviço”.
Questionado quanto à visão que tem acerca do trabalho desenvolvido pelos restantes vereadores da oposição, Carlos Sequeira assumiu que “tivemos sempre a oportunidade de sermos muito abertos entre nós; quando há necessidade de conversar, conversamos, já nos conhecemos todos um bocadinho”. O vereador do CHEGA recordou então o percurso de um dos vereadores: “De alguma forma, o Tiago Pedro [vereador independente] tem uma vantagem tremenda, como é lógico, de conhecer quase todas as pastas”, disse Sequeira, sublinhando o facto de Tiago Pedro ter outrora integrado, enquanto vereador com pelouros, um executivo municipal, igualmente liderado pelo Partido Socialista. “É muito fácil para o Tiago Pedro escrutinar, apontar o dedo e tocar na ferida […], há de facto ali um conhecimento muito alargado de todos os temas”, acrescentou.
Como balanço do mandato até ao momento, Carlos Sequeira afirmou que o mesmo é positivo, uma vez que “é a primeira vez que nós somos eleitos, somos vereadores e estamos numa posição agora de oposição”. O vereador do CHEGA descreveu ainda o ponto de situação como “um crescimento também nosso, do partido; é um crescimento local, acho que isso é importantíssimo”. Contudo, Carlos Sequeira não terminou sem destacar o facto de, sendo vereador da oposição e não tendo pelouros, ser complicado “acompanhar alguns serviços, acompanhar alguns temas importantes para o Município”.



