Padre que burlou Instituto da Sãozinha condenado a cinco anos de prisão

O padre Arsénio Isidoro, que burlou o Instituto da Sãozinha, entre outras entidades da região, foi condenado a cinco anos de prisão efetiva.

O caso remonta a 2014, quando surgiu a denúncia, mas o julgamento começou em abril do ano passado. Juntamente com a tesoureira, Ana Cristina Gabriel, com quem tinha uma caso em segredo, desviou mais de 800 mil euros de várias instituições de solidariedade social, para suportar uma vida de luxo.

No caso do Instituto de Beneficência Maria da Conceição Ferrão Pimentel (Instituto da Sãozinha), em Abrigada, o padre e a tesoureira fecharam o Lar de Infância e Juventude, que recebia crianças e jovens retiradas do meio familiar pelos Tribunais ou CPCJ (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens). A valência tinha capacidade para 30 meninas e, na altura do encerramento, tinha  cerca de 15. Esta estrutura foi encerrada em junho de 2014, ano em que foi feita a denúncia da má gestão. Também nessa altura terá sido iniciada a investigação da Polícia Judiciária.

Alguns funcionários, que se foram apercebendo da situação ao longo dos anos, chegaram a fazer queixa na Segurança Social e no Patriarcado de Lisboa, que era responsável pela instituição e nomeou o padre Arsénio para o cargo de presidente. Contudo, não foram tomadas quaisquer ações para travar os acontecimentos. À época, cerca de 10 pessoas ficaram sem emprego e as crianças e jovens foram distribuídas por outras instituições. 

O padre Arsénio Isidoro foi agora condenado pelo Tribunal Central Criminal de Loures pelo crime de abuso de confiança qualificado. Já Ana Cristina Gabriel foi condenada a quatro anos e seis meses de prisão efetiva. Os dois vão ter de pagar um conjunto de indemnizações que totalizam mais de 2,5 milhões de euros.

Scroll to Top