Em declarações à Voz de Alenquer, Miguel David, presidente da Associação de Festas em Honra do Mártir S. Sebastião da Espiçandeira, explicou que a inundação não foi provocada diretamente pela chuva: “A igreja foi afetada de uma maneira totalmente diferente do que estávamos à espera. A água está a nascer dentro da igreja”.
Perante a situação, a associação tentou minimizar os dados, “escoando a água por uma porta lateral” e retirando “todas as madeiras, os bancos e alguns móveis” para uma zona mais elevada do edifício.
Os prejuízos são, sobretudo de natureza material, mas existem também preocupações ao nível estrutural: “A madeira do chão está a começar a levantar e está a ficar toda estragada. Vai ter de ser toda retirada”, revelou o presidente da associação, acrescentando que “para além do pavimento, também o telhado foi afetado, tendo a primeira tempestade arrancado imensas telhas”.
Também o padre esteve presente no local, numa tentativa de “minimizar os estragos” e perceber “que apoios poderão ser acionados junto do Patriarcado e da própria Igreja”.
Sem estarem reunidas as condições mínimas de segurança, a igreja permanece encerrada e sem previsão de reabertura. “Não sei quando é que vamos conseguir que volte a abrir, nem sabemos quando é que vai parar de nascer água ali”, admitiu o responsável.
A associação enfrenta agora o desafio de encontrar meios para recuperar o espaço: “O primeiro passo é tentar angariar dinheiro para recuperar o que está destruído”, sublinhou o responsável, lamentando o impacto da situação para a associação: “Todo o trabalho que temos tido ao longo destes três anos torna-se inglório com estas situações. Sentimo-nos tristes, lembrando tudo que passámos, muitas vezes em detrimento das nossas vidas pessoais, para angariar dinheiro para restaurar a igreja”.
O presidente da associação deixou ainda um apelo à comunidade, salientando que toda a ajuda será bem-vinda: “Não falo só em termos monetários, mas também materiais, que no futuro possamos vir a precisar. Estamos de braços abertos para aceitar ajuda, tal como estamos disponíveis para ajudar quem venha a precisar.”











