Caso a candidatura seja aprovada, será a primeira vez que Portugal recebe este encontro, que junta os 220 geoparques existentes em mais de 50 países.
A candidatura portuguesa concorre com outras três propostas: uma europeia e duas asiáticas. O resultado final será conhecido após a votação do Conselho Executivo da Rede Global de Geoparques. O coordenador executivo do Geoparque do Oeste, Miguel Reis Silva, esteve à conversa com a Voz de Alenquer e explicou que “quando concorremos a este tipo de iniciativas, a intenção é sempre ganhar. Damos aquilo que temos para que as coisas aconteçam. Ainda assim, é sempre um processo”. Sublinhou ainda que será o Conselho Executivo da Rede Global dos Geoparques a decidir, escolhendo “a candidatura que consideram que está mais preparada ou que melhor serve os interesses em 2027”.
Miguel Reis Silva destaca uma candidatura forte e bem trabalhada: “Demos o nosso melhor, fizemos aquilo que estava ao nosso alcance e não tenho dúvidas que apresentámos uma candidatura muito profissional, fruto do trabalho de todos os municípios que integram o Geoparque e também de parceiros como Alenquer e Óbidos, que já estão envolvidos neste projeto”.
Caso a candidatura do oeste seja escolhida, a conferência deverá trazer cerca de 2 mil participantes de 50 países. O grande centro de operações ficaria em Torres Vedras, mas o programa incluiria também visitas técnicas a Alenquer e Óbidos, que à data do evento já estarão integrados no Geoparque do Oeste. O encontro mundial nunca foi realizado em Portugal desde a criação da rede, o que reforça a importância da candidatura para a região.
Em paralelo, decorre o processo de formalização da entrada de Alenquer no Geoparque do Oeste, que integra igualmente Óbidos, as Berlengas e uma área marítima extensa. Segundo Miguel Reis Silva, “estamos a concluir o dossiê de candidatura, já aprovado na última reunião do Comité Nacional de Geoparques da Comissão Nacional da UNESCO. Esta aprovação foi unânime, pois trata-se de uma candidatura nacional com o objetivo de reconhecer a totalidade dos municípios de Alenquer e Óbidos, mas também o arquipélago das Berlengas”. Com a inclusão destes novos territórios, o responsável destacou que “passaremos de 1.154 km² para cerca de 3.041 km², incluindo também uma área subaquática bastante relevante”.
A decisão final sobre a sede da conferência será conhecida nos próximos meses. Até lá, a região Oeste aguarda com expectativa a possibilidade de receber um dos eventos internacionais mais relevantes da UNESCO, que a sair vencedor, passará por Alenquer.



