O fogo deflagrou por volta das 07h50, num apartamento do segundo andar do edifício de oito pisos. Durante as operações de socorro, alguns moradores tiveram mesmo de ser retirados das habitações com recurso a uma grua, devido à intensidade do fumo e às dificuldades de acesso.
Após o incêndio, os residentes ficaram dois dias sem poder regressar às suas casas, enquanto eram realizadas várias avaliações técnicas ao edifício. A Proteção Civil e a Câmara Municipal de Alenquer realizaram vistorias e foi também solicitado um estudo ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), suportado pelos próprios moradores, no valor de 2.300 euros.
Segundo explicou à Voz de Alenquer a administradora do prédio, Dalila Lagareiro, o relatório do LNEC classificou o edifício como edifício de risco, recomendando uma inspeção estrutural mais aprofundada, cujo custo está estimado em 7.500 euros.
A situação torna-se ainda mais complexa devido às questões relacionadas com os seguros. No prédio não existe seguro comum, sendo que cada fração possui o seu próprio seguro individual. Alguns condóminos já receberam resposta das seguradoras e foram informados de que nem todos os danos serão cobertos. Há também prejuízos que não terão qualquer compensação financeira, como o apoio psicológico necessário para vários menores que ficaram afetadas pelo impacto do incêndio.
No total, os moradores estimam que os estragos no edifício possam rondar entre 45 mil e 50 mil euros. Só a limpeza do interior do prédio, fortemente afetado pelo fumo e pelos detritos, está estimada em cerca de 12 mil euros.
Entretanto, a moradora da fração do segundo esquerdo, onde deflagrou o incêndio, continua sem poder regressar à habitação, situação que apenas poderá ser resolvida após a realização do novo estudo estrutural recomendado.
Perante os elevados custos, os moradores decidiram criar uma campanha solidária para apoiar a recuperação do prédio e ajudar as famílias afetadas. A iniciativa permite contributos através da plataforma GoFundMe ou por transferência bancária.
Em declarações à Voz de Alenquer, Dalila Lagareiro deixa um apelo à comunidade:
“Só queremos que a nossa vida volte ao normal.”
Quem quiser ajudar pode fazê-lo através da campanha online aqui ou por transferência para o IBAN PT50.0036.0252.99100016549.49.





