Segundo explicou, a habitação em causa pertence à sua mãe, Maria Olinda Lopes, que reside naquela casa há mais de 50 anos. Desde o final de fevereiro deste ano, encontra-se temporariamente no Algarve, junto da filha, para realizar consultas e exames médicos relacionados com problemas de saúde.
A situação veio a público através das redes sociais e tem alarmado a população alenquerense.
De acordo com Nadine Lopes, um vizinho e conhecido da família, que costumava vigiar a propriedade, terá detetado sinais suspeitos no início da semana passada, ao verificar que algumas janelas se encontravam abertas. Perante a situação, contactou a proprietária, que confirmou não estar na habitação.
A família afirma que a GNR foi chamada ao local no dia 2 de junho, terça-feira. Segundo o relato da entrevistada, os militares terão identificado sinais de arrombamento, nomeadamente vidros partidos e danos numa das entradas da habitação; contudo, não terá sido encontrada qualquer pessoa no interior, naquele momento.
No dia seguinte, refere Nadine Lopes, “foram observados veículos e pessoas na propriedade”. A filha da proprietária afirma que os ocupantes “apresentaram às autoridades um contrato de arrendamento”. “Disseram-nos que havia um contrato aparentemente legal, com o nome do meu pai, que faleceu há seis anos. A minha mãe também não assinou nada, porque está comigo no Algarve e nunca teve conhecimento de qualquer contrato”, declara. Nadine afirma ainda que nem a mãe nem os restantes herdeiros celebraram qualquer contrato de arrendamento ou cederam a habitação a terceiros: “A minha mãe nunca arrendou aquela casa. Viveu lá mais de 50 anos e nunca deu sequer chaves a ninguém”.
Segundo a família, os ocupantes terão começado a instalar-se na habitação, retirando alguns bens pessoais da proprietária para o exterior. A filha da proprietária adianta ainda que já contactou um advogado e que será apresentada uma queixa-crime por alegada ocupação indevida do imóvel. Para além disso, os herdeiros ponderam solicitar o corte dos contratos de fornecimento de água, eletricidade e telecomunicações associados à habitação.
A situação, segundo relata, está a causar grande preocupação à proprietária, que, devido ao seu estado de saúde, ainda não conseguiu deslocar-se pessoalmente para formalizar a participação junto das autoridades. “A minha mãe está muito abalada. Não consegue regressar à sua casa e continua sem saber quando poderá voltar”, afirma Nadine Lopes.
A Voz de Alenquer aguarda esclarecimento por parte do Destacamento Territorial de Alenquer da Guada Nacional Republicana.



