À Voz de Alenquer, João Nicolau, presidente da Câmara Municipal de Alenquer, disse que não existe grande desenvolvimento da situação face ao cenário da passada sexta-feira [13 de fevereiro], quando o mau tempo começou a dar tréguas. “Temos, de facto, desalojados, para além daqueles considerados [no caso] da Mata. Por exemplo, no Casal Monteiro há uma família desalojada de uma habitação, que tem algum risco e que está junto à estrada”, acrescentou o autarca.
Atualmente, o foco de atenção passa também por monitorizar a situação e perceber de que forma o processo de regresso a casa pode ser feito de forma segura. Segundo João Nicolau, “estamos a tentar fazer uma atualização das situações, principalmente da Mata”, contexto delicado a nível concelhio.
A autarquia tem registo de mais de uma centena de pessoas afetadas, com alguns dos casos a serem resolvidos com sucesso: “Na totalidade, estamos a falar de 102 pessoas afetadas, entre deslocados e desalojados”, contou o presidente da Câmara Municipal de Alenquer, que sublinhou o facto de estes casos incluírem “algumas situações que temos vindo a tentar resolver, pequenas situações, onde é possível intervirmos de forma de emergência, também através da Câmara Municipal”. De acordo com o balanço feito pelo autarca, existem cerca de 80 deslocados, sendo os restantes desalojados. Muitas das pessoas afetadas foram apoiadas por familiares.
Face à necessidade de apoio, o Município de Alenquer acolheu algumas vítimas, num número “que está sempre em evolução”, conforme indicou João Nicolau, embora algumas destas pessoas já tenham conseguido regressar às suas habitações, visto não haver risco iminente. Alguns afetados pela destruição trazida pelo mau tempo continuam no Pavilhão Municipal, onde, segundo o presidente da autarquia, podem encontrar “apoio da Ação Social, apoio também ao nível de alimentação e de alojamento, enquanto as situações das suas habitações não ficam restabelecidas, para poderem regressar”.
Acerca da situação na localidade da Mata, João Nicolau afirmou que “não há uma evolução negativa” ao nível da deslocação de terras. O autarca acrescentou que neste momento está a ser analisado se existe “de facto uma estabilização da situação”, no sentido de as casas poderem ser utilizadas sem risco. “Estamos a aguardar a chegada de um relatório de algumas medições […] e assim que tivermos mais dados também informamos as populações afetadas”, disse.



