A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) condenou a agropecuária Valinho ao pagamento de 1 milhão e 500 mil euros e ao encerramento da exploração de Vale Meiriço, no concelho de Alenquer, pelo prazo máximo de três anos.
A legalização da exploração localizada na união de freguesias de Abrigada e Cabanas de Torres tinha sido chumbada na Assembleia Municipal por causa dos sucessivos acidentes ambientais.
Em comunicado a APA justifica a multa aplicada à empresa por esta fazer descargas para o meio hídrico. Ao todo foram 15 contraordenações ambientais muito graves. A coima é uma das mais elevadas em Portugal.
As infrações de “descargas residuais em meio hídrico”, na Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste, decorreram nas localidades de Alenquer, Rio Maior, Caldas da Rainha, Santarém e acontecem desde 2014 tendo a última decorrido em 2019.
A agropecuária é também condenada a tomar medidas de prevenção de danos ambientais decorrentes da sanção acessória de encerramento, para prevenir o abandono e degradação das instalações, como o correto encaminhamento das águas residuais acumuladas no local.


