De recordar que há quase seis anos, uma armazém logístico da empresa Santos & Vale foi construído naquela localidade. Desde aí número de pesados que passa pela Rua dos Bons Amigos, na Passinha, aumentou significativamente e tem perturbado moradores, principalmente durante a noite. O assunto foi levado pela primeira vez a Assembleia Municipal, pelo então deputado municipal João Galvão Teles, no final do ano de 2020.
Na manhã desta segunda-feira, dia 1 de junho, o vereador do CHEGA, Carlos Sequeira, trouxe o assunto a reunião de câmara, depois de uma reportagem televisiva ter sido transmitida na noite anterior no canal NOW. Carlos Sequeira considerou insuficientes as respostas dadas pelo presidente da Câmara Municipal de Alenquer, João Nicolau, durante a participação no debate que se seguiu à reportagem. O autarca da oposição afirmou que continuam por esclarecer várias questões relacionadas com o processo e defendeu a apresentação pública de todos os estudos realizados, bem como dos documentos associados ao projeto da estrada alternativa prevista para retirar o trânsito pesado da Rua dos Bons Amigos.
Carlos Sequeira pediu ainda a realização de uma auditoria externa e independente ao projeto e a todo o processo. O vereador procurou colocar a proposta à votação durante a reunião, mas João Nicolau respondeu que o regulamento municipal não o permite.
Em resposta, o presidente da Câmara recordou a sua participação no programa televisivo e afirmou compreender o sofrimento dos moradores da Passinha. João Nicolau garantiu que a resolução do problema continua a ser uma prioridade do município e recordou que a autarquia já adquiriu os terrenos necessários para a construção de uma via alternativa. Segundo o autarca, o projeto dessa infraestrutura encontra-se atualmente em fase de elaboração.
Também o vereador do PSD, Francisco Guerra, manifestou preocupação com a situação enfrentada pelos residentes. O social democrata defendeu que, pelo que tem sido possível apurar, a Câmara Municipal terá sido enganada pela empresa envolvida no processo. Francisco Guerra salientou que os custos da futura estrada alternativa serão suportados pelo município, apesar de existir, no seu entendimento, um responsável pela situação.
O vereador do PSD recordou ainda que a Rua dos Bons Amigos é uma via municipal e sustentou que a autarquia dispõe de mecanismos para minimizar os impactos causados pela circulação de pesados. Entre as medidas apontadas estão a interdição da circulação de camiões durante o período noturno, a instalação de semáforos, o reforço da fiscalização e a colocação de câmaras de vigilância. Francisco Guerra pediu igualmente a realização de uma reunião com o comandante da GNR de Alenquer para discutir o aumento da fiscalização na zona e pediu também a intervenção da Polícia Municipal.
“Não pode haver munícipes de primeira e munícipes de segunda”, afirmou o vereador. João Nicolau rejeitou essa ideia, considerando que a prova da atenção dada ao problema está precisamente no desenvolvimento do projeto da estrada alternativa. O presidente da Câmara reconheceu que algumas medidas podem vir a ser aplicadas, como por exemplo a proibição da utilização de sinais sonoros.
À margem da reunião, em declarações à Voz de Alenquer, João Nicolau reiterou a solidariedade da autarquia para com os moradores da Passinha. O presidente garantiu que a Câmara tem consideração e respeito pelos residentes afetados e confirmou que o projeto da estrada alternativa continua em desenvolvimento.
Moradores já não têm esperança na autarquia
Depois da reportagem televisiva, a Voz de Alenquer falou com Helena Nuno, moradora da Passinha, que reagiu às declarações do presidente da Câmara e à participação deste no programa televisivo. A residente afirmou que a postura demonstrada por João Nicolau transmitiu uma imagem de inércia e passividade por parte da autarquia.
“Não sentimos esperança por parte da Câmara Municipal de Alenquer. Não temos nenhuma esperança exatamente pela atitude que teve de inércia, da passividade, da falta até da ética profissional no sentido de missão”, afirmou.
Helena Nuno defendeu que os moradores esperavam ouvir compromissos concretos para resolver o problema, incluindo medidas imediatas para limitar a circulação de camiões e restringir o trânsito noturno. A residente considerou que a Câmara dispõe de instrumentos para agir, mas acusou o executivo municipal de falta de vontade política para avançar com soluções.
A moradora revelou ainda que a situação permanece praticamente inalterada após mais de cinco anos de contestação. “A situação mantém-se há cinco anos e meio. Hoje em dia estamos a contar 300 camiões por dia”, afirmou, acrescentando que a principal esperança dos moradores está agora nos tribunais e na intervenção da Justiça.
Em declarações à Voz de Alenquer, João Nicolau reiterou a solidariedade da autarquia para com os moradores da Passinha. O presidente garantiu que a Câmara tem consideração e respeito pelos residentes afetados e confirmou que o projeto da estrada alternativa continua em desenvolvimento, acrescentando que a verba para a construção da mesma está garantida. que a postura demonstrada por João Nicolau transmitiu uma imagem de inércia e passividade por parte da autarquia.
“Não sentimos esperança por parte da Câmara Municipal de Alenquer. Não temos nenhuma esperança exatamente pela atitude que teve de inércia, da passividade, da falta até da ética profissional no sentido de missão”, afirmou.
Helena Nuno defendeu que os moradores esperavam ouvir compromissos concretos para resolver o problema, incluindo medidas imediatas para limitar a circulação de camiões e restringir o trânsito noturno. A residente considerou que a Câmara dispõe de instrumentos para agir, mas acusou o executivo municipal de falta de vontade política para avançar com soluções.
A moradora revelou ainda que a situação permanece praticamente inalterada após mais de cinco anos de contestação. “A situação mantém-se há cinco anos e meio. Hoje em dia estamos a contar 300 camiões por dia”, afirmou, acrescentando que a principal esperança dos moradores está agora nos tribunais e na intervenção da Justiça.
Em declarações à Voz de Alenquer, João Nicolau reiterou a solidariedade da autarquia para com os moradores da Passinha. O presidente garantiu que a Câmara tem “consideração e respeito pelos residentes afetados” e confirmou que o projeto da estrada alternativa continua em desenvolvimento, adiantando que neste momento está em consulta pública junto de algumas entidades. O autarca acrescentou ainda que a verba para a construção da mesma está garantida.



