Segundo explicou o presidente da autarquia, João Miguel Nicolau, estes veículos serão sobretudo utilizados em ligações locais, tendo em conta as limitações de autonomia associadas a este tipo de autocarros. Destacou ainda que o facto de os veículos serem totalmente elétricos é uma condição essencial para que a autarquia possa recorrer a financiamento europeu.
“O custo de cada autocarro elétrico é substancialmente superior ao custo de um autocarro a diesel, pelo que o município avança para esta candidatura devido ao facto de a mesma ser suportada por fundos comunitários; caso contrário teríamos de avaliar se faria sentido partir para este investimento”, explicou.
Durante a discussão do tema, o vereador Tiago Pedro manifestou-se favorável à eletrificação da frota municipal. “Sou um fervoroso defensor da eletrificação da frota; fi-lo no passado quando tinha pelouros, e defendo que quanto mais possamos eletrificar a nossa frota, melhor para nós”, referiu.
Ainda assim, alertou para a necessidade de ponderar o impacto financeiro da candidatura, sublinhando que o montante suportado pelo município poderá limitar o acesso a outros apoios comunitários. Tiago Pedro considerou também que Portugal ainda não dispõe de uma rede de carregamento adequada para veículos pesados de passageiros.
Por sua vez, o vereador do PSD Francisco Guerra solicitou ao presidente da Câmara que fosse disponibilizado aos vereadores o relatório final do júri relativo à decisão de candidatura e aquisição dos autocarros. João Miguel Nicolau reiterou, na ocasião, a sua confiança nos serviços de contratação do município.
O documento foi posteriormente facultado aos eleitos, tendo a proposta de aquisição dos dois autocarros sido aprovada, com abstenção dos vereadores Filipe Rogeiro e Francisco Guerra.



