À Voz de Alenquer, João Nicolau, presidente da Câmara Municipal de Alenquer, explicou que “os municípios estão a fazer tudo o que conseguem para reverter esta decisão”, e acrescentou que os autarcas querem “levar este assunto à Assembleia da República, porque este tema tem que ser debatido na Assembleia da República e toda a gente tem que perceber aquilo que está a acontecer. Estamos a reduzir muito a qualidade de vida e a qualidade de serviços que prestamos a esta população”. Para ser debatido no plenário do parlamento são necessárias 20 mil assinaturas.
A petição pode ser assinada aqui.
Autarcas sem resposta da ministra
Esta quinta-feira, dia 5 de março, Álvaro Almeida, diretor executivo do SNS anunciou que a urgência de obstetrícia do Hospital de Vila Franca de Xira vai – em parte – encerrar. A partir de 16 de março os casos mais graves seguem para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, e mais simples são atendidos no Hospital de Vila Franca de Xira. Esta medida preocupa João Nicolau porque representa uma distância de mais de 50 quilómetros de distância para utentes que residam em localidades mais a norte do concelho de Alenquer.
Na segunda-feira, os autarcas de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente e Vila Franca de Xira, territórios servidos por esta unidade hospitalar, enviaram uma carta à Ministra da Saúde, a solicitar uma reunião, mas até agora ainda não obtiveram respostas. “Isto continua a ser uma falta de respeito por estes cinco municípios que são servidos pelo Hospital de Vila Franca”, adiantou João Nicolau à Voz de Alenquer. O autarca de Alenquer revela que os cinco concelhos têm “trabalhado em conjunto, pedimos uma reunião em conjunto, cinco municípios que representam mais de 250 mil pessoas, mais de 250 mil utentes deste hospital. Pedimos reunião à senhora ministra, pedimos informação sobre este encerramento. Nunca nos foi dada essa informação, nem pelo senhor ministro, nem pelo gabinete”.
Para João Nicolau, este encerramento está a ser feito “de forma encapotada e sem termos qualquer tipo de comunicação, qualquer informação, qualquer medida compensatória desta penalização e deste retrocesso de qualidade de vida”.



