Isabel Stilwell em Alenquer: “D. Manuel foi o meu primeiro homem”

Perante uma plateia bem preenchida, no passado dia 28 de Fevereiro, sábado, a escritora e jornalista Isabel Stilwell esteve em Alenquer, onde, no Museu Damião de Goes e das Vítimas da Inquisição, apresentou o seu novo livro, “D. Manuel I – Duas Irmãs para um Rei”.

No âmbito da apresentação, a escritora falou sobre a sua recente obra, elucidando os presentes acerca da realidade em que se vivia na época, das tricas que ocorriam nas Cortes e ainda de Damião de Goes, um cronista que muito escreveu sobre o reinado de D. Manuel I.

Isabel Stilwell reconheceu que D. Manuel I foi o seu “primeiro homem”, já que nas suas anteriores obras apenas abordou a vida de mulheres. Realçou que o rei de Portugal “foi um homem extraordinário, inteligente e para quem a ficção nunca superou a realidade, tal era o seu pragmatismo”.

Curiosa – ou talvez não – foi a revelação de que então o país não tinha gente suficiente para as demandas, ou seja, para os descobrimentos, para o reinar de toda a Península Ibérica. Aquando da expulsão dos judeus e dos mouros, D. Manuel I, pragmático, decretou que, se estes se convertessem em cristãos, durante vinte e cinco anos não os questionaria sobre como praticavam a sua fé, numa tentativa de os reter no reino. Ao contrário dos dias de hoje, ao tomar o trono após a morte de D. João II, D. Manuel não começou tudo do zero. Aproveitou, de forma inteligente, o muito de bom que o seu antecessor tinha deixado.

Após a sessão de apresentação do livro, decorreu um espetáculo de música erudita, com guitarra e alaúde, sob o lema Ecos de Culturas Antigas… Canções de Exílio e Esperança, pelo grupo Ensemble Música Aeterna de Lisboa.

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