O incidente começou quando a intensidade do vento arrancou parte do telhado da casa. A entrada da água provocou um curto-circuito que deu origem a um incêndio que consumiu a habitação.
Em conversa com a Voz de Alenquer, a proprietária da casa, Marta Castanheira explicou que os últimos dias têm sido marcados pela tentativa de recuperar o pouco que restou: “O meu dia a dia é limpar cinzas das poucas roupas que conseguimos recuperar, é lavar roupa e tentar limpar a casa.”
Devido à situação vivida no concelho, a Proteção Civil ainda não se deslocou ao local. Contudo, a professora do grupo de sevilhanas “El Capote” compreende a prioridade dada a outras ocorrências: “Dentro das urgências, a minha neste momento é menos urgente, porque não há grande coisa que se possa fazer de imediato”.
Apesar da perda total da habitação, a família tem contado com uma forte onda de solidariedade, sobretudo através da oferta de bens essenciais: “Recebemos alguma roupa para o dia a dia, porque mesmo as que sobraram ficaram com o cheiro a fumo e a cinzas”.
Marta Castanheira agradeceu todas as manifestações de ajuda e sublinha que, nesta fase, as principais necessidades passam por materiais de construção, “para mais tarde, quando o tempo permitir, recuperar a casa que está completamente inabitável”.
Os interessados podem contribuir monetariamente através de um fundo GoFundMe, criado com o apoio do grupo de sevilhanas El Capote, disponível aqui.



